O Vasco entrou em campo sabendo que o Botafogo estaria fora da disputa pelo caneco caso perdesse ou empatasse com o Olaria. E empatou. Numa tarde de domingo, o Vasco, querendo ou não, foi à campo com praticamente todos os titulares, com exceção de Ramon e Alecsandro, poupados para não levarem o terceiro amarelo e ficarem fora das semis. E o placar não foi lá grande coisa, mas mostrou que o Vasco tem poder de reação, diferente da época em que PC Gusmão comandava o clube carioca, quando se deparou diversas vezes com resultados negativos, e não conseguia pelo menos tentar reverter a situação.
O Gigante da Colina começou o jogo meio apático. Poderia ter feito o gol numa jogada em que Diego Souza se posicionou como pivô e recebeu a bola de Leandro, mas chutou pra fora. Tentou também algumas jogadas com Éder Luís pela direita e Leandro pela esquerda e só. Ao meu ver, houve um equívoco de Ricardo Gomes, que poderia ter escalado Élton de titular desde o início – e merecia -, mas preferiu entrar em campo com dois atacantes de lado e Diego Souza eventualmente jogando por dentro dos dois. Não funcionou.
Aos 17”, Waldir – merece atenção, vem sendo destaque do Olaria desde o ano passado -, ficou de frente para Anderson Martins, que não fez absolutamente nada e ficou olhando o jogador do azulão pedalar e cortar para esquerda, onde chutou e não deu chances ao Fernando Prass – que não esteve bem hoje -. 1×0 Olaria.
O Vasco ainda teve um lampejo de reação aos 21”, numa falta cobrada pelo bom Diego Souza – que vem ganhando rítmo a cada jogo -, e o goleirão Henrique defendeu a bomba que foi no ângulo.
Começou o segundo tempo, e o Vasco não dava sinais de melhora, continuava o mesmo. Até que Felipe, aos 4” fez o segundo gol do Olaria. O que já estava ruim, ficou pior.
Em mais um tempo frio e sem emoções, o Vasco levava sufoco nos contra-ataques, inclusive. Em um deles, Dedé ficou parado e sem reação, fazendo com que o Fernando Prass tivesse que sair do gol – equivocadamente -, e lá se ia a chance de virar o jogo para o Vasco. Mas eis que surge Anderson Martins – zagueiro que veio do Vitória-BA – e tira a bola em cima da linha. Era a hora do Vasco mostrar reação, ou levaria mais uma derrota amarga para casa.
E o xodó cruz-maltino, Bernardo, entrou no lugar de Leandro, dando mais qualidade no toque de bola da equipe, deslocando Diego Souza para o ataque, e fazendo um meio-campo com o Felipe. E deu resultado, aos 17” Éder Luís faz uma linda jogada e toca forte para Diego Souza, que corre e se estica para pegar a bola. Eis que o juíz vê um pênalti, e marca. O camisa 31 da colina pegou a bola, colocou-a na marca e reverteu.
O Vasco pressinou muito após a entrada de Élton no lugar de Felipe, teve o que faltou no jogo todo, uma referência. E o mesmo tentou fazer a diferença, e quase fez um lindo gol, de bicicleta.
Parecia que o Vasco sairia de Macaé com a derrota, mas dava pra sentir que o Vasco poderia empatar a qualquer momento. A equipe vascaína insistia, e insistia muito, mas a bola parecia não querer entrar. E no final da partida, o bom volante Rômulo, empatou. 2×2.
A equipe do Olaria é muito bem armada, tem jogadores de destaque, como o Waldir, Felipe, o próprio goleiro Henrique. E o Vasco entrou em campo com o pensamento longe, a princípio. Ainda há deficiências no Vasco, principalmente na lateral-direita, existe a necessidade de contratar um lateral, Allan é volante!
Escalações:
Vasco – 4-4-2: Fernando Prass, Allan, Dedé, Anderson Martins e Márcio Careca; Rômulo, Fellipe Bastos, Felipe (Élton) e Diego Souza; Éder Luís (Enrico) e Leandro (Bernardo).
Olaria – 4-4-2: Henrique, Ivan, Thiago Eleutério, Rafael e Amarildo; David, Danilo, Renan Silva (Renato) e Felipe; Victor e Waldir (Boniek).
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